13 novembro, 2025
Brasil, um exemplo em conservação e uso da terra
Brasil, um exemplo de preservação ambiental e sustentabilidade! Dados da EMBRAPA mostram que o país é referencia quando o assunto é ocupação do uso da terra.
Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), realizada em Belém, PA, a EMBRAPA divulgou, de forma preliminar, os números antecipados sobre a Atribuição, Ocupação e Uso das Terras do Brasil. O estudo será disponibilizado no próximo ano, mas algumas informações já foram mostradas. Diante disso, podemos tirar algumas conclusões e desmistificar algumas falsas premissas que rodeiam e mancham o AGRO brasileiro.
Os dados apresentados foram atualizados devido a aprimoramentos de metodologias e dados recentes incorporados as bases originais. Os números são oriundos de bases oficiais, públicas e abertas e passam seguidamente por atualizações. “Essas bases sofrem ajustes ao longo do tempo em função de diversos fatores, entre eles a adequação dos limites territoriais, como a integração de novas unidades de conservação. Essas mudanças também acabam impactando o resultado final”, explicou Lucíola Magalhães, chefe adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, que apresentou os dados.
No gráfico fica claro que a utilização de terras destinadas a agricultura representam em torno de ⅓ (31,3%) do território nacional, sendo destinadas 10,8% a lavouras, 19,4% para pastagens e apenas 1,1% a silvicultura. Vale reforçar que a união desses três sistemas, tido como Integração Lavoura Pecuária Floresta é extremamente importante para a incorporação do carbono no solo! Auxiliando na mitigação dos gases do efeito estufa, oriundos de outras atividades como obtenção de energia e indústrias. Que, diferente do agro, apenas reduzem a emissão de gases, mas pouco ou quase nada, sequestram da atmosfera.
Quando observamos as áreas destinadas a proteção, preservação e conservação da vegetação nativa, fica nítido que a área é, praticamente, o dobro das áreas ocupadas pelo agro, representando 65,6% do território. Destes ⅔, 29% são áreas destinadas à preservação e conservação vegetação nativa nos imóveis rurais, ou seja, são parcelas dentro de fazendas, que são destinadas a preservação. São áreas que os produtores rurais preservam, mesmo estando dentro de sua terra, mostrando o respeito e a preocupação do AGRO em cuidar e preservar. Esse compromisso ambiental dos produtores equivale a metade da área total de imóveis rurais declarados no País.
Também temos 6,5% destinados às Unidades de Conservação de Uso Sustentável, áreas que permitem o uso controlado dos recursos naturais, como reservas de desenvolvimento sustentável e reservas extrativistas. 19,7% são áreas de Proteção Integral, Terras Indígenas e áreas militares. E por fim, os 10,4% que incorporam o gráfico são áreas ainda não cadastradas ou devolutas, mas com florestas nativas identificadas por trabalhos de sensoriamento remoto de outras instituições.

Gráfico 1 - Atribuição, Ocupação e Uso das Terras - fonte: EMBRAPA
Quando comparamos o Brasil a outras potencias mundiais, como os Estados Unidos da América, fica nítido que estamos a frente quando o assunto é preservação ambiental. Dados de 2017 provam isso, a equipe da Embrapa Territorial com base nos dados do Economic Research Service do USDA, utlizando dados do Major Land Use , construiu um gráfico semelhante. Perceba que o uso das terras pro setor agropecuário americano é de em torno ⅔ do território e menos de 20% é destinado a proteção e preservação da vegetação nativa. Aqui fica claro que, quando falamos em SUSTENTABILIDADE E PRESERVAÇÃO o AGRO BRASILEIRO é referência.

Gráfico 2 - Atribuição, Ocupação e Uso das Terras EUA - fonte: EMBRAPA
O estudo apresentado durante a COP 30 ainda mostrou a atribuição, ocupação e uso das terras no bioma Amazônia. Repare que apenas 14,1% desse bioma é ocupado pelo Agro. Sendo 12,1% para pastagens e apenas 2% para lavoura. Vale destacar que essa área de pastagens, muitas vezes, é oriunda de pessoas que não representam o agro, pois desmatam de forma ilegal. E, em alguns casos, são terras governamentais que não passam pela fiscalização que deveriam.

Gráfico 3 - Atribuição, Ocupação e Uso das Terras Bioma Amazônia - fonte: EMBRAPA
Por fim, também foi apresentado a atribuição, ocupação e uso das terras do bioma Cerrado. O bioma está, basicamente, dividido entre Agro e área de preservação, sendo 45,9% (14,2% lavoura, 30% pastagens e 1,7% para silvicultura) e 52,2% respectivamente. Um adendo importante a ser feito é que a abertura de áreas no cerrado, com integração lavoura, pecuária, floresta estão permitindo a incorporação de carbono no solo e mitigação dos gases de efeito estufa e gerando riqueza e avanço tecnológico.

Gráfico 4 - Atribuição, Ocupação e Uso das Terras Bioma Cerrado - fonte: EMBRAPA
“Compreender como o território brasileiro está atribuído, ocupado e utilizado por diferentes atores, públicos e privados, é fundamental para embasar decisões mais assertivas e bem dimensionadas. Essas informações apoiam, por exemplo, a formulação de programas de pagamento por serviços ambientais, o planejamento de projetos de monitoramento e a busca de financiamentos direcionados a diferentes perfis de produtores e áreas. Conhecer essa realidade territorial permite estruturar políticas integradas com as oportunidades e desafios de cada contexto, além de promover o uso sustentável da biodiversidade como vantagem competitiva. Compromisso ambiental dos produtores rurais. Este trabalho contribui para essa visão e reforça o papel do Brasil como uma grande potência agroambiental”, acrescentou Magalhães.
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