13 janeiro, 2026
A importância do cálcio no metabolismo vegetal
O cálcio é de fundamental para o desenvolvimento das culturas agrícolas. Confira suas funções o que FERTICORREÇÃO sugere para correção dos teores de Ca no solo.
O papel do cálcio no desenvolvimento e no metabolismo das plantas
O cálcio é um nutriente essencial para o crescimento e o bom funcionamento das plantas. Presente na solução do solo na forma de cátion (Ca²⁺), sua disponibilidade está diretamente relacionada ao equilíbrio com outros nutrientes, principalmente magnésio e potássio. Quando esse equilíbrio é mantido, a planta consegue absorver o cálcio de forma mais eficiente, garantindo processos fisiológicos fundamentais ao seu desenvolvimento.
A absorção do cálcio ocorre principalmente pelas extremidades das raízes, em regiões jovens que ainda não passaram pelo processo de suberização. Uma característica importante desse nutriente é a sua baixa mobilidade dentro da planta, o que significa que ele precisa estar disponível de forma contínua no solo para atender às demandas dos tecidos em crescimento.
Cálcio e o desenvolvimento do sistema radicular
O cálcio exerce papel direto no crescimento das raízes, influenciando tanto o comprimento quanto a densidade dos pelos radiculares. Um sistema radicular bem desenvolvido permite que a planta explore um volume maior de solo, aumentando a absorção de água e nutrientes.
Em situações de estresse hídrico, por exemplo, raízes mais longas e ativas tornam-se ainda mais importantes, pois permitem maior exploração do solo em busca de água. Isso contribui para que a planta mantenha seu desenvolvimento e expresse melhor seu potencial produtivo, mesmo em condições adversas.
Funções estruturais e metabólicas do cálcio
Após ser absorvido pelas raízes, o cálcio é transportado pelo xilema em direção à parte aérea da planta. A quantidade demandada varia conforme a cultura, mas, de modo geral, as doses aplicadas em campo podem variar de 10 a 200 kg por hectare.
Dentro da planta, o cálcio está diretamente ligado ao crescimento, pois faz parte da estrutura das paredes e das membranas celulares. Ele é essencial nos processos de divisão e elongação celular, sendo especialmente importante em tecidos jovens e em crescimento ativo. Além disso, o cálcio desempenha papel fundamental na germinação do grão de pólen e no desenvolvimento do tubo polínico, etapas decisivas para a reprodução das plantas.
Um exemplo comum da falta de cálcio é o “fundo preto do tomate”, característico da cultura e de fácil identificação, como mostra a imagem a seguir:

Cálcio como regulador e sinalizador celular
Além da função estrutural, o cálcio atua como regulador da passagem de íons pelas membranas celulares, contribuindo para a seletividade e o equilíbrio nutricional da planta. Ele também exerce uma função estratégica como mensageiro secundário em processos metabólicos ligados à resposta a estresses.
Quando a planta sofre ataques de patógenos, danos mecânicos ou condições adversas do ambiente, os canais de cálcio presentes nas membranas são ativados. Isso provoca um aumento da concentração de cálcio no citoplasma, desencadeando a ativação de enzimas e proteínas de defesa, como a calmodulina e as quinases. Esses mecanismos auxiliam a planta a reagir e se proteger contra estresses bióticos e abióticos.
Relação do cálcio com o ambiente do solo
Em solos muito ácidos, com pH inferior a 4,5, as membranas celulares tornam-se mais permeáveis. Nesse ambiente, o cálcio pode ser substituído por íons hidrogênio (H⁺), comprometendo a estabilidade das membranas. Como consequência, ocorre o vazamento de nutrientes, como o potássio, além de compostos orgânicos, levando a injúrias, necrose celular e, em casos mais severos, à morte da planta.
Por esse motivo, a manutenção de níveis adequados de cálcio no solo é fundamental para garantir a integridade das membranas celulares e uma absorção equilibrada de nutrientes.
Manejo e formas de aplicação do cálcio
O cálcio pode ser aplicado tanto via solo quanto via foliar. No entanto, a aplicação no solo é considerada mais eficiente, já que a redistribuição do cálcio dentro da planta é bastante limitada devido à sua baixa mobilidade no floema.
Na aplicação foliar, diversos fatores podem dificultar a absorção, como a presença de cutículas espessas, o escorrimento da calda, a lavagem pela chuva e a rápida secagem das folhas em períodos quentes. Por isso, o fornecimento adequado de cálcio via solo é essencial para atender às necessidades da planta ao longo do ciclo.
Discute-se amplamente o uso das diferentes fontes de cálcio na nutrição das culturas agrícolas. O calcário, embora amplamente utilizado na correção da acidez, apresenta limitações quando o objetivo é suprir rapidamente a demanda das plantas por cálcio. Isso ocorre em função de sua menor concentração de Ca e, principalmente, da baixa solubilidade, o que retarda a liberação do cálcio na solução do solo, especialmente em sistemas de alta exigência nutricional.
Nesse contexto, a Ferticorreção surge como uma estratégia técnica voltada ao ajuste dos teores de cálcio no ambiente químico do solo por meio do uso de fontes mais reativas, como os óxidos. Os óxidos são obtidos a partir do tratamento térmico dos carbonatos (calcários), no qual ocorre a liberação do dióxido de carbono (CO₂) da estrutura da rocha. Esse processo resulta em um material com maior concentração de cálcio e menor peso, uma vez que parte significativa do peso original é perdida na forma de gás.
Como consequência dessa redução, o óxido apresenta menor peso por unidade de volume quando comparado ao carbonato. Assim, para ocupar o mesmo volume — como em um big bag, por exemplo — é necessária uma maior quantidade de óxido. Esse aspecto deve ser considerado no manejo e na aplicação do produto.
Do ponto de vista agronômico, uma das principais vantagens dos óxidos é sua elevada reatividade no solo. Ao entrarem em contato com a umidade, promovem rápida liberação de cálcio na solução do solo, tornando o nutriente prontamente disponível para absorção radicular, especialmente em estádios críticos de desenvolvimento das culturas. Além do cálcio, algumas fontes de óxidos podem conter magnésio, como aquelas derivadas de rochas dolomíticas, contribuindo para o equilíbrio entre bases no complexo de troca.
Adicionalmente, os óxidos fornecem íons hidroxila (OH⁻), que atuam diretamente no controle da acidez. Esse efeito favorece a disponibilidade de nutrientes, o desenvolvimento radicular e a eficiência do uso de fertilizantes, tornando os óxidos uma ferramenta estratégica dentro dos sistemas modernos de manejo da fertilidade.
Afinal, práticas como o uso excessivo de fertilizantes nitrogenados, exportação de cátions, chuvas ou irrigações intensas, ausência de reposição de cálcio e manejos que favorecem a erosão do solo, podem levar à deficiência desse nutriente e aumentar a acidez do solo. Assim, o manejo equilibrado da fertilidade do solo é decisivo para assegurar o fornecimento contínuo de cálcio e o pleno desenvolvimento das culturas. Aumentando eficiência, produtividade e lucratividade da lavoura.
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